Mais um espetáculo nasceu da
conversa fiada entre os fundadores da Cia d’Os LIBERTTINOS: “VAMOS MONTAR UMA
NOVA PEÇA”. É assim que começam os espetáculos.
Mais uma vez o procedimento “O
JOGO” começa, vamos definir as regras:
1. O espetáculo tem que ser em locais
alternativos, casas e apartamentos, visto que o ESPAÇO NÃO TEATRAL é o que
interessa a Cia;
2. Tem que ser itinerante, a
ideia é levar o espetáculo ao público e não o usual;
3. Já que o espetáculo irá até os
locais, tudo que será usado, cada detalhe, é levado pela equipe do espetáculo,
apenas o mobiliário deveria ser absorvido pela encenação;
4. Tem que ser um MONÓLOGO, já
estava mais que na hora de encarar este desafio, e precisando apenas de uma
atriz, o encenador poderia se dar ao luxo de ensaios mais puxados;
5. Tudo é diegético, a cena tem
que resolver tudo, cada som, cada luz, tudo seria executado pela atriz em cena;
6. A Estética tem que ser
NATURALISTA. Mais uma vez o “MIMO” se faria presente, NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO
QUANDO FECHAMOS AS JANELAS foi o sétimo espetáculo da Cia, sendo o terceiro a
usar da estética naturalista.
7. Sobre o que o espetáculo
falaria? Não havia outro assunto que perturbava os fundadores da Cia, senão o
AMOR, ou melhor dizendo O NÃO AMOR, no único olhar, óbvio, da mulher.
NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO
FECHAMOS AS JANELAS, nasceu no pior momento vivido pelo encenador, sofrendo de
DEPRESSÃO em virtude de um efeito dominó que tinha o AMOR. Como primeira peça,
a dupla se lança a entender este sentimento CONTROVERSO.
Para que o espetáculo não
beirasse a terapia, a Cia se lançou em buscar histórias de amores e desamores,
visto pela ótica de mulheres que se considerassem independentes e bem
resolvidas. Além das histórias pessoais do encenador André de Araújo e da atriz
Patrícia Martins, 10 mulheres abriram suas vidas para que o espetáculo
nascesse, além é claro de inúmeras histórias que a dupla vivenciou ou
presenciou e que guardam a sete chaves suas protagonistas.
NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO
FECHAMOS AS JANELAS, conta a história de Andreia, jornalista de pouco mais de
trinta anos, que decide mudar de forma drástica sua vida, abandona o namorado/marido,
o emprego, os projetos para tentar viver uma nova vida, porém algumas decisões
se mostram, no decorrer do espetáculo, equivocadas.
Como lidar com as consequências
de nossas escolhas, como viver quando não se pode voltar atrás em algumas atitudes?
Estas são as questões levantadas pelo espetáculo que se utiliza de diversos
canais de comunicação para ligar Andreia ao mundo fora de seu apartamento, em
uma intensa experiência expandida.
O espetáculo realizou sua primeira
temporada na sala do apartamento do diretor, na cidade de Itapevi, demonstrando
o quando a Cia tem interesse de tornar a cidade um local que possa se tornar,
no fundo, uma referência na vida cultural do estado.
O espetáculo traz a parte uma
fabulosa trilha, composta por músicos maravilhosos que se dispuseram a fazerem
parte deste trabalho, como o pessoal do Projeto Capela, Filipe Catto, Phillip
Long entre outros. Fazem parte também do espetáculo a atriz da Cia d’Os
LIBERTTINOS Dani Melo e a atriz convidada Poliana Fernandes, que participam
virtualmente.
“Toda dor é matéria prima para qualquer obra de arte, a minha eu enfio
no teatro.”
André e Araújo
NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS
texto e direção de André de
Araújo
elenco: Patrícia Martins |participação especial e virtual:Dani Mello e
Poliana Fernandes
produção: ARAÚJO MARTINS produções artísticas
assistentes
de produção: Mike Willian, Dani Mello, Jailton Marinho e Djinn Nascimento
assistente de comunicação e imprensa: Miguel Henrique
preparação física e
vocal: André de Araújo
cenários e adereços, light designer, design da
aparência e trilha: André de Araújo
músicas gentilmente cedidas por Projeto
Capela, Filipe Catto, Phillip Long e outros
execução de luz e som: Patrícia
Martins
fotografias, design gráfico e programação visual: Miguel Henrique.
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