segunda-feira, 20 de julho de 2015

NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS

 A DESCIDA AO INFERNO

Mais um espetáculo nasceu da conversa fiada entre os fundadores da Cia d’Os LIBERTTINOS: “VAMOS MONTAR UMA NOVA PEÇA”. É assim que começam os espetáculos.




Mais uma vez o procedimento “O JOGO” começa, vamos definir as regras:
1. O espetáculo tem que ser em locais alternativos, casas e apartamentos, visto que o ESPAÇO NÃO TEATRAL é o que interessa a Cia;
2. Tem que ser itinerante, a ideia é levar o espetáculo ao público e não o usual;
3. Já que o espetáculo irá até os locais, tudo que será usado, cada detalhe, é levado pela equipe do espetáculo, apenas o mobiliário deveria ser absorvido pela encenação;
4. Tem que ser um MONÓLOGO, já estava mais que na hora de encarar este desafio, e precisando apenas de uma atriz, o encenador poderia se dar ao luxo de ensaios mais puxados;
5. Tudo é diegético, a cena tem que resolver tudo, cada som, cada luz, tudo seria executado pela atriz em cena;
6. A Estética tem que ser NATURALISTA. Mais uma vez o “MIMO” se faria presente, NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS foi o sétimo espetáculo da Cia, sendo o terceiro a usar da estética naturalista.
7. Sobre o que o espetáculo falaria? Não havia outro assunto que perturbava os fundadores da Cia, senão o AMOR, ou melhor dizendo O NÃO AMOR, no único olhar, óbvio, da mulher.
NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS, nasceu no pior momento vivido pelo encenador, sofrendo de DEPRESSÃO em virtude de um efeito dominó que tinha o AMOR. Como primeira peça, a dupla se lança a entender este sentimento CONTROVERSO.




Para que o espetáculo não beirasse a terapia, a Cia se lançou em buscar histórias de amores e desamores, visto pela ótica de mulheres que se considerassem independentes e bem resolvidas. Além das histórias pessoais do encenador André de Araújo e da atriz Patrícia Martins, 10 mulheres abriram suas vidas para que o espetáculo nascesse, além é claro de inúmeras histórias que a dupla vivenciou ou presenciou e que guardam a sete chaves suas protagonistas.
NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS, conta a história de Andreia, jornalista de pouco mais de trinta anos, que decide mudar de forma drástica sua vida, abandona o namorado/marido, o emprego, os projetos para tentar viver uma nova vida, porém algumas decisões se mostram, no decorrer do espetáculo, equivocadas.
Como lidar com as consequências de nossas escolhas, como viver quando não se pode voltar atrás em algumas atitudes? Estas são as questões levantadas pelo espetáculo que se utiliza de diversos canais de comunicação para ligar Andreia ao mundo fora de seu apartamento, em uma intensa experiência expandida.




O espetáculo realizou sua primeira temporada na sala do apartamento do diretor, na cidade de Itapevi, demonstrando o quando a Cia tem interesse de tornar a cidade um local que possa se tornar, no fundo, uma referência na vida cultural do estado.
O espetáculo traz a parte uma fabulosa trilha, composta por músicos maravilhosos que se dispuseram a fazerem parte deste trabalho, como o pessoal do Projeto Capela, Filipe Catto, Phillip Long entre outros. Fazem parte também do espetáculo a atriz da Cia d’Os LIBERTTINOS Dani Melo e a atriz convidada Poliana Fernandes, que participam virtualmente.

“Toda dor é matéria prima para qualquer obra de arte, a minha eu enfio no teatro.”
André e Araújo



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NEM SEMPRE FAZ SILÊNCIO QUANDO FECHAMOS AS JANELAS
texto e direção de André de Araújo 
elenco: Patrícia Martins |participação especial e virtual:Dani Mello e Poliana Fernandes 
produção: ARAÚJO MARTINS produções artísticas 
assistentes de produção: Mike Willian, Dani Mello, Jailton Marinho e Djinn Nascimento 
assistente de comunicação e imprensa: Miguel Henrique 
preparação física e vocal: André de Araújo 
cenários e adereços, light designer, design da aparência e trilha: André de Araújo 
músicas gentilmente cedidas por Projeto Capela, Filipe Catto, Phillip Long e outros 
execução de luz e som: Patrícia Martins 
fotografias, design gráfico e programação visual: Miguel Henrique.




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