ANDRÉ DE ARAÚJO, O ENCENADOR LIBERTTINO
por Patrícia Martins
Há 17 anos na cena teatral, o
Encenador André de Araújo começou sua trajetória com o teatro amador e se
dedica esclusivamente ao teatro profissional desde a fundação de sua Cia, a Cia d’Os LIBERTTINOS,
fundada no final de 2010.
Anos estes de uma longa
trajetória de descobertas e autodidatismo, mas ainda jovem em comparação a
outros grandes encenadores da atualidade, tendo ainda pela frente muito a
conquistar.
Desde sempre seus trabalhos se
diferenciam dos convencionas, se destacando por tratarem de temas que “CUTUCAM”
e incomodam.
André sempre que chega a lugar,
grupo ou trabalho, tem a sutileza de transformar e “SACUDIR” os ares.
Passou por diversos grupos e formações,
sempre acompanhado de amigos e pessoas que admiram o seu trabalho e acreditam
na sua forma de condução, um critério básico para se trabalhar com o encenador,
é se jogar nas mãos dele.
Porém esta forma irreverente e
“FORA DOS PADRÕES”, além de arrastar pessoas com ele, também incomodou muita
gente nesse caminho, o que resultou em algumas portas fechadas. Isso fez com
que André tivesse que conquistar seu próprio espaço, foi quando criou a Cia
d’Os LIBERTTINOS, onde teria a liberdade para colocar as suas inquietações
existenciais e teatrais. Inquietações essas que não são poucas. O que sempre
resulta em noites de insônia, cinzeiros cheios, garrafas vazias e linhas e mais
linhas de textos que revelam uma mente inundada de ideias.
Passou a ser conhecido por sua habilidade
em produzir espetáculos em pouco tempo e por sua criatividade em falar de forma
desbocada sobre qualquer assunto, sendo quase sempre considerados TABUS, numa
cena esteticamente pensada em seus detalhes e, muitas vezes, imageticamente
semelhante a uma fotografia ou cena de filme.
Para o encenador André de Araújo,
o que não falta é vontade de mostrar no que acredita, quando “FECHAM AS PORTAS”
ele literalmente e persistentemente “PULA A JANELA”.
Ainda vai se ouvir falar muito
desse cara ranzinza e desbocado, e de seus espetáculos totalmente na contra mão
da sociedade e da cena teatral.
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