terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O PRIMEIRO EXPERIMENTO |DO DITIRAMBO À ACROPOLE

A Cia d’Os LIBERTTINOS passou seu primeiro ano buscando uma forma de estruturar sua pesquisa para a construção de um pensamento ESTÉTICO CONCEITUAL que propiciasse uma experiência realmente válida para os envolvidos, artistas e público, o caminho foi a busca pela essência da prática teatral e sua história, associado a como isso se relaciona com a sociedade e o indivíduo.

“A origem do teatro encontrada nos RITOS DIONISIÁSTICOS, com seu aspecto ritualístico, diferenciava-se consideravelmente do próprio conceito de teatro que tínhamos. Estes ritos que celebravam a chegada da colheita com a primavera, a fertilidade e a passagem de Dionísio pela cidade por meio de uma grande FESTA/CORTEJO, nos abriu para uma visão diferenciada da que estávamos acostumados e conceitualizou nossos anseios, passamos a ver o TEATRO como uma experiência de TROCA e não mais de CONTEMPLAÇÃO.”

André de Araújo






















O Deus do TEATRO foi dissecado no processo de pesquisa e montagem em meio a infindáveis materiais que causaram uma profunda RUPTURA na visão do papel do teatro dentro da sociedade, ruptura essa, essencial para fundamentalizar o próprio método de trabalho, criação e construção dos trabalhos da Cia d’Os LIBERTTINOS.
O experimento DO DITIRAMBO À ACRÓPOLE teve apresentações em maio e junho de 2011 e contou com Giannini Ilka, Mayara Roque, Mike Willian e a Co-fundadora da Cia Patrícia Martins. E definiu algo que mudaria de forma permanente o rumo da Cia que estava nascendo...

“NÃO SE MONTARIA MAIS NENHUMA PEÇA, PESQUISARÍAMOS, ESTUDARÍAMOS, IRÍAMOS DIALOGAR COM ESTES MATERIAIS E OS RESULTADOS DESTES PROCEDIMENTOS SERIAM O PRÓPRIO ESPETÁCULO!”
André de Araújo

Durante o processo de pesquisa e montagem a Cia se deparou com outro fator determinante para a construção de sua obra: O ESPAÇO. Nascida em uma cidade sem tradição teatral, que gera uma cidade sem estrutura, não havia condições de se levantar um espetáculo que nunca seria compartilhado com o público, a única alternativa seria migrar para outras cidades. Porém...


das adversidades surgem as ideias.

A Cia passou a entender que o TEATRO, assim como visto nas pesquisas para DO DITIRAMBO À ACRÓPOLE, não tem a necessidade de um espaço X, ele pode se realizar em qualquer lugar, basta a disposição para arriscar-se. 

























Assim a Cia d’Os LIBERTTINOS passou a ter a investigação do ESPAÇO NÃO TEATRAL como uma das principais formas estéticas de estabelecer uma proximidade do público com o espetáculo. Desta forma DO DITIRAMBO À ACRÓPOLE aconteceu no próprio espaço de ensaio da Cia.




veja mais imagens deste espetáculo
http://liberttinos.blogspot.com/2015/02/do-ditirambo-acropole-imagens.html



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