“Nós somos uma Cia de pesquisa e a gente pesquisa no corpo!”
André de Araújo
Com o final da segunda temporada
de A ÚLTIMA NOITE, o encenador André de Araújo se encontrava inquieto, sentia a
necessidade de um novo desafio, uma nova pesquisa, mesmo envolvido em outros
trabalhos e com diversas apresentações acontecendo e agendadas, um NOVO DESAFIO
era necessário, um em que pudesse despejar suas inquietações.
MARIE ANNE se propunha a ser o
primeiro monólogo do encenador, e aconteceria na PARIS de 1914, mais uma vez o
encenador se debruçaria em pesquisa da alma feminina, seu fetiche pessoal.
A Cia decidiu convidar uma atriz
para a realização desta pesquisa, a atriz do Grupo de Teatro Huh, Valéria
Marcon, faria par com a atriz d’Os LIBERTTINOS, Giannini Ilka, mesmo sendo um
monólogo, a encenação contaria com uma segunda atriz. Mais uma vez o encenador
tentava subverter as formas pactuadas do teatro.
A pesquisa inicia-se com o
levantamento de inúmeros materiais que buscavam essencialmente entender o que
seria A FELICIDADE PARA A MULHER CONTEMPORÂNEA. Estes materiais geraram
inúmeros improvisos que eram utilizados na pesquisa do espetáculo, foram
realizadas ABERTURAS DE ENSAIOS durante o processo.
MARIE ANNE teria sua estrutura
baseada na pesquisa “MIMO” do encenador, o NATURALISMO, permearia o texto
situações biográficas de inúmeras mulheres que contribuíram para a
conceitualização da ideia de independência feminina, uma das inúmeras camadas
da FELICIDADE FEMININA.
Porém em virtude da participação
da Cia na 7ª Mostra do Centro Cultural Jabaquara com o espetáculo
WWW.BRASIL.EFÊMERO LIBERTTINOS E LIBERTTÁRIOS, surge o convite para participar
da 8ª edição em 2013. De forma “descabida” o encenador decide levar um amontado
de cenas do processo de montagem de MARIE ANNE, inicialmente como um WORK IN
PROGRESS.
Nasce nas preparações para a
apresentação a ideia de ANTI-PEÇA, que essencialmente é o “REFLEXO ESTÉTICO
OPOSTO” ao objetivo da pesquisa.
MARIE ANNE passa a ser uma
pesquisa que desemboca em dois espetáculos distintos, porém idênticos, ambos tem
os mesmos personagens que vivem as mesmas trajetórias.
MARIE ANNE A PEÇA FRANCESA, mantem
a ideia inicial de um monólogo, onde em cena existem duas atrizes que
estabelecem um diálogo em VOZ ÚNICA, sendo esta uma encenação NATURALISTA, que
se estende a todas as linguagens que a compõem: cenários, figurinos,
sonorização, adereços, texto.
E o espetáculo MARIE ANNE A
ANTI-PEÇA, se propõe a revelar os procedimentos que em sala de ensaio foram
usados na compreensão dos personagens, temas, camadas, sensações e outros,
repletos de projeções e inúmeras vozes, que incluem a execução IN LOCO de todas
as dramaturgias como leitura de rubricas e intervenções do próprio encenador no
desenvolvimento do espetáculo, porém, em um produto “ACABADO”, com o objetivo
de revelar os caminhos da pesquisa ao espetáculo, em uma encenação fortemente
PERFORMÁTICA.
MARIE ANNE A ANTI-PEÇA, participou
da 8ª Mostra Cultural, e devido a repercussão positiva e o nascimento do
interesse dos envolvidos em entender mais esta nova ideia de “ANTI-PEÇA”, o
espetáculo iniciou temporada no PUB, Walden, onde ficaram em cartaz com o
espetáculo A ÚLTIMA NOITE, nos meses de outubro a dezembro, infelizmente devido
a agenda da atriz convidada associada a outros problemas fez com que a
temporada não chegasse ao fim, encerrando o projeto MARIE ANNE A ANTI-PEÇA e
levando MARIE ANNE A PEÇA FRANCESA para a “gaveta”.
A Cia d’Os LIBERTTINOS optou em
envolver-se em outros projetos e amadurecer mais a
pesquisa para enfim levar MARIE ANNE A PEÇA FRANCESA para os palcos.
veja mais imagens deste espetáculo
MARIE ANNE A
ANTI-PEÇA
Classificação
14 ANOS.
Texto e Direção:André
de Araújo
Elenco: Giannini Ilka e Valéria Marcon
Design da Aparência dos
personagens: Giannini Ilka
Programação Visual e Trilha Experimental: Patrícia
Martins
Ilustrações: Mariana Fiore
Fotografias: Giovana Pasquini
Design:
Miguel Henrique.
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